quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

da sexta pro sábado

madrugada confusa. depois da farra a volta pra casa. ele com muito sono esperava amanhecer pra ir. deixei dormir na minha cama. quando o sol raiou fui acordá-lo.


_ Acorda, Bonitão. O sol já apareceu...


antes que eu terminasse a frase ele me interrompeu:


_ Casa comigo, Bonitona.

*

*

Case-se comigo

Antes que amanheça

Antes que não pareça tão bom pedido

Antes que eu padeça

Case comigo

Quero dizer pra sempre

Que eu te mereço

Que eu me pareço

Com o seu estilo

E existe um forte pressentimento dizendo

Que eu sem você é como você sem mim

Antes que amanheça, que seja sem fim

Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim

Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido

Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

[Liminha e Vanessa da Mata]

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Michael Shumate:THIN PERSON OPENS 'DOOR' WITHIN OVERWEIGHT PERSON


Quando me olhei no espelho hoje tive a sensação de que estou vestida com uma capa de gordudra, como se eu estivesse escondida em mim mesma, soterrada.
Mais que na hora de levar a dieta a sério.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Eu o amo. Só sei disso.

Le fabuleux destin d'Amélie Poulain

Essa semana, duas ou três vezes quando nos vimos ele falou do nosso primeiro encontro. De como quando ele tinha coragem de me fitar eu estava escondida entre os cabelos e de como foi significativo o primeiro beijo, "foi como se selássemos um pacto".

Confesso que não sou boba, e uma hora eu acabei desconfiando que ele estivesse me paquerando. Ora, muito apropriado. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, estava muito animada com a demissão do emprego e com a viagem pra BH que eu tinha marcado e planejado com a indenização.

No que diz respeito às sentimentalidades tinha me proibido de reencontrar as mesmas velhas figurinhas repetidas. Queria conhecer alguém novo, que me despertasse a curiosidade e que eu pudesse conhecer vagarosamente a cada encontro.

Foi exatamente assim que aconteceu. Ele não tinha nenhum estereotipo. Não parecia ser militante político, nem praticante de jiu jitsu, nem tão doce e carinhoso como eu acabei o descobrindo. Eu o achava muito diferente de mim, agora eu sei que somos mesmo farinha do mesmo saco.


Temos a mesma fome um do outro. Guardamos a mesma porção de respeito e de sensatez. Somos medrosos e adoramos aventuras. Queremos privacidade, queremos família, queremos amigos. Conhecemos muitos sabores juntos. E mesmo que nos vejamos ou falemos sempre, sempre fica um gosto de quero mais, uma grande porção de saudade.